Em vídeo publicado no X, Eduardo acusa o ministro Alexandre de Moraes e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tentar prejudicá-lo.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que não tem condições de retornar ao Brasil ao alegar perseguição judicial em resposta a determinação da Polícia Federal para retorno imediato dele ao cargo de escrivão na corporação. Em vídeo publicado no X, antigo Twitter, na noite desta sexta-feira (2), ele afirma que não recebeu decisão com surpresa e teceu críticas à instituição.
Na publicação do vídeo, Eduardo escreve que não irá se “sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos” à frente da Polícia Federal.
“Nós gostaríamos de viver o serviço público prestando esse tipo de atenção e preciosismo no combate a verdadeiros traficantes, assassinos ou criminosos do colarinho branco, mas bem sabemos que aqueles que têm bons contatos na Suprema Corte Federal, esses amigos dos reis nada acontece, então eu recebo com orgulho mais esse capítulo da persegui judicial. Eu não tenho condições de retornar ao Brasil”, disse.
Apesar de dizer que não irá obedecer determinação, Eduardo diz que não vai entregar o cargo na Polícia Federal “de mãos beijadas” e acusa o ministro Alexandre de Moraes e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tentar prejudicá-lo.
“Eu sei que querem pegar a minha aposentadoria da Polícia Federal, porque eu contribuo para a PF não contribuo para a aposentadoria do Estado Federal, bem como o meu porte de arma e a minha pistola Glock, que é abrasonada da PF até hoje”, acusa.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou para a Polícia Federal em 2010 como escrivão. Ele estava afastado da função por exercer mandato na Câmara dos Deputados, mas teve o mandato cassado em dezembro pelo número suficiente de ausências não justificadas.
Redação: PBAQUI