Em julgamento no plenário virtual nesta sexta-feira (13) a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro foi detido na 5ª fase da Operação Compliance Zero, acusado de liderar um esquema de monitoramento e intimidação de adversários.
O placar atual é de 3 a 0 pela manutenção da prisão. O relator, ministro André Mendonça, foi acompanhado pelos ministros Kássio Nunes Marques e Luiz Fux. O julgamento segue aberto até o dia 20 de março para o voto de Gilmar Mendes.
O “Núcleo A Turma” e as Acusações
A Polícia Federal aponta que Vorcaro coordenava um grupo clandestino denominado “A Turma”. O objetivo do núcleo era vigiar e intimidar desafetos e concorrentes, utilizando-se de policiais e aliados como Fabiano Zettel. Além da privação de liberdade, a Justiça determinou o sequestro de bens avaliados em R$ 22 bilhões.
- Intimidação: Monitoramento ilegal de adversários políticos e empresariais.
- Delação no Horizonte: Com a prisão mantida, a PF intensificou a pressão por um acordo de colaboração premiada; Vorcaro já deu sinais de que pode aceitar os termos.
- Suspeição: O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para o caso, alegando motivo de “foro íntimo”.
Placar no Plenário Virtual
A decisão da Segunda Turma é um duro golpe na estratégia da defesa, que buscava a substituição da preventiva por medidas cautelares.
| Ministro | Voto | Argumentação Principal |
|---|---|---|
| André Mendonça | Pela Prisão | Garantia da ordem pública e risco à instrução criminal. |
| Nunes Marques | Pela Prisão | Acompanhou o relator. |
| Luiz Fux | Pela Prisão | Acompanhou o relator. |
Impacto no Mercado Financeiro
O Banco Master, um dos principais players do mercado de crédito em 2026, enfrenta instabilidade institucional com a permanência de seu principal acionista na prisão. O mercado aguarda a conclusão da votação de Gilmar Mendes e os termos de uma eventual delação, que poderia expor outros grandes nomes do sistema financeiro nacional e do Judiciário.
Fator Toffoli: A ausência de Toffoli por suspeição retirou do colegiado um perfil que tradicionalmente vota contra prisões preventivas prolongadas, consolidando a maioria atual favorável à tese da Polícia Federal.”
Redação: PBAQUI