Mesmo com divergências internas, Cida Ramos assina nota do PT que endossa decisão do STF a favor de Ricardo Coutinho

Ainda assim, prevaleceu o gesto político institucional.

Mesmo após o rompimento político e a permanência em campos opostos dentro do partido, a presidente estadual do PT na Paraíba, Cida Ramos, assinou a nota oficial em que a legenda endossa a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o trancamento da principal ação penal da Operação Calvário contra o ex-governador Ricardo Coutinho.

A manifestação foi divulgada neste domingo (11) pela Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores e ocorre em meio a divergências internas históricas entre Cida Ramos e Ricardo Coutinho, intensificadas desde a prisão do ex-governador, em 2019. Mesmo após o retorno de Ricardo aos quadros do PT, os dois seguiram em posições opostas nas disputas internas da legenda.

Ainda assim, prevaleceu o gesto político institucional. Na nota, o PT destaca que o ministro Gilmar Mendes reconheceu a fragilidade da acusação, ao apontar que a denúncia se sustentava majoritariamente em delações premiadas, sem a apresentação de provas independentes capazes de embasar a ação penal.

Para o partido, a decisão do STF reforça críticas feitas desde o início da Operação Calvário e confirma a tese de que houve excessos no processo. O texto classifica o caso como exemplo de “lawfare”, termo utilizado para definir o uso do sistema de Justiça com objetivos políticos, especialmente para afastar lideranças progressistas do cenário eleitoral.

A nota também afirma que o trancamento da ação representa uma vitória do Estado Democrático de Direito e da defesa do devido processo legal, destacando a importância de combater a criminalização da política sem provas consistentes.

Apesar das divergências internas, a Executiva Estadual do PT trabalha para garantir legenda para que Ricardo Coutinho dispute uma vaga de deputado federal nas eleições deste ano, indicando que, ao menos institucionalmente, o partido busca preservar a unidade diante do novo cenário jurídico.

Redação: PBAQUI

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