Perícia descarta violência sexual e envenenamento em idosa encontrada morta em mata de Bayeux

Já foram feitas perícias, coleta de material genético, diligências externas, análise de conteúdo de câmeras de segurança e depoimento de diversas pessoas.

Uma semana após a localização do corpo da idosa Milce Pessoa em uma região de mata na cidade de Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa, os resultados dos laudos periciais começam a ser finalizados e a polícia segue em busca de esclarecer o fato. Nesta sexta-feira (08) a polícia confirmou que a perícia descartou violência sexual contra a idosa. Além disso, o laudo toxicológico deu resultado negativo, descartando envenenamento.

De acordo com o delegado Douglas Garcia, responsável pela divisão de Homicídios em Bayeux, a polícia segue trabalhando de forma contínua e ininterrupta no caso. Já foram feitas perícias, coleta de material genético, diligências externas, análise de conteúdo de câmeras de segurança e depoimento de diversas pessoas. Em entrevista ao programa Cidade em Ação, da TV Arapuan, Douglas Garcia destacou que “o exame sexológico não encontrou nenhum elemento que levasse a alguma violência sexual, o toxicológico também deu negativo, nenhum elemento que levasse a um possível envenenamento. Essas questões relacionadas a envenenamento e violência sexual, de acordo com a perícia, que são análises técnicas, estão descartadas”.

Ainda de acordo com a previsão do delegado, conforme acompanhou a reportagem, “a necrópsia ainda está sendo pormenorizada, sendo realizada com detalhes. Acreditamos que num espaço de tempo curto, nos próximos dias estará sendo disponibilizado esse laudo para definir a causa morte”.

O delegado confirma que, de forma preliminar, não foi encontrado nenhum elemento de violência na parte externa ou interna do cadáver. Douglas Garcia ainda detalhou que “a posição que o corpo foi encontrada, foi como se ela tivesse fincado os pés, a posição plantar. E devido à sua idade, ela pode ter ficado presa ali, não ter conseguido se locomover. Com isso, em razão de uma possível desidratação – uma hipótese – pode ter vindo a óbito. Obviamente, isso vai ser confirmado com a finalização do laudo de necrópsia. Somente com esse laudo que vamos poder falar de forma categórica sobre a causa morte”.

Ainda segundo o delegado, outras diligências seguem sendo feitas pela Polícia Civil. Ainda hoje o delegado pretende colher depoimento de algumas pessoas que já foram ouvidas para sanar questionamentos que surgiram durante a investigação. Para finalizar os laudos técnicos, a polícia aguarda os resultados do laudo de necrópsia e o exame de confronto de DNA.

O delegado Douglas Garcia enfatiza que a possibilidade de morte natural “é uma tese muito forte. Não descartamos nenhuma linha de investigação”. O resultado do laudo de necrópsia será fundamental para esclarecer a situação. O delegado explica que “o tempo da morte também vai ser um fator determinante. Vamos empenhar esforços para saber se se trata de uma morte violenta ou se vamos converter isso em uma morte natural”.

Delegado Douglas Garcia comenta resultados preliminares de perícia. Foto: Reprodução/TV Arapuan.

Relembre o caso

Milce Daniel Pessoa, de 72 anos de idade, desapareceu no dia 22 de abril e seu corpo foi localizado uma semana depois, na quarta-feira (29). Ela foi localizada morta em uma região de mata nas proximidades do Educandário de Bayeux após dias de busca.

A idosa desapareceu quando acompanhava um amigo que passou por exames médicos no Hospital Metropolitano de Santa Rita. Depois de saírem da unidade hospitalar, quando voltavam para o bairro onde moram, os dois pararam em uma região de mata. De acordo com depoimento do vizinho, Milce pediu para que ele parasse o carro para colherem mangas.

O homem relatou ainda que, em determinado momento, perdeu a idosa de vista e não conseguiu mais encontrá-la. A bolsa e o telefone celular de Milce haviam ficado dentro do carro deste vizinho.

Após o corpo de Milce ter sido encontrado, o vizinho chegou a ser preso de forma cautelar, mas foi liberado posteriormente.

Redação: PBAQUI

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *