De acordo com inspeção, os trabalhadores de uma área de extração mineral estavam expostos a condições degradantes.
Uma operação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal (PF) resgatou 63 trabalhadores em condições análogas à escravidão no município de Várzea, no Seridó da Paraíba. A ação ocorreu entre os dias 20 e 29 de maio de 2026.
Os auditores fiscais constataram graves irregularidades trabalhistas em uma área de extração mineral.
As inspeções registraram que nenhum dos trabalhadores possuía registro formal de emprego, além de estarem expostos a condições degradantes.
“O conjunto de irregularidades constatadas pelos órgãos de fiscalização evidencia uma situação de degradação e de violação à legislação bastante acentuada, tornando imprescindível a imediata paralisação das atividades e o resgate dos trabalhadores mediante à rescisão indireta dos contratos de trabalho”, afirmou o procurador do Trabalho Tiago Muniz Cavalcanti.
Também foi contatada a inexistência de condições mínimas de higiene, saúde e segurança. Trabalhadores alojados em barraco de lona em situação precária, sem água potável adequada para consumo, instalações sanitárias, local apropriado para refeições ou áreas de descanso.
De acordo com o MPT da Paraíba, as condições observadas colocavam os empregados em situações incompatíveis com a dignidade humana e caracterizavam ambiente de trabalho degradante.
O local foi interditado e foi determinada a paralisação imediata das atividades e dos setores que apresentavam perigo iminente de acidentes fatais.
Redação: PBAQUI
