Delegado concluiu que não foram encontrados elementos que indicassem abordagem de natureza sexual ou qualquer outra conduta criminosa por parte do ex-governador.
A Polícia Civil do Distrito Federal arquivou a investigação aberta contra o ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT), após uma ocorrência envolvendo adolescentes nas proximidades do Centro Olímpico de Santa Maria, no Distrito Federal, na segunda-feira (2). O arquivamento foi determinado pelo delegado Alexander Amorim, que apontou a ausência de elementos indicativos de prática criminosa.
O caso teve início após testemunhas relatarem que Ricardo teria piscado os faróis do carro e feito gestos com as mãos em direção a crianças e adolescentes, supostamente chamando-os para se aproximarem do veículo. A situação motivou o acionamento da Polícia Militar e o encaminhamento dos envolvidos à delegacia para prestar esclarecimentos.
Na quarta-feira (4), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) divulgou uma nota de retratação, reconhecendo imprecisões nas informações iniciais sobre a ocorrência. A corporação esclareceu que ninguém havia sido preso e que os envolvidos concordaram em comparecer à delegacia diante das versões divergentes apresentadas aos policiais.
Ricardo Coutinho negou qualquer comportamento impróprio. Segundo ele, estava no estacionamento para levar o enteado a uma escola de futebol e permaneceu dentro do carro procurando um papel. O ex-governador afirmou que as luzes de emergência foram acionadas quando utilizou o alarme para travar o veículo e que, em seguida, caminhou em direção ao ginásio.
“Não pratiquei qualquer comportamento impróprio com criança alguma. Sou pai de cinco filhos, incluindo um de 3 anos. Tenho uma família que amo e respeito e sei da responsabilidade que cada adulto deve ter na proteção das nossas crianças”, declarou Ricardo, em manifestação nas redes sociais.
Ao determinar o arquivamento, o delegado Alexander Amorim afirmou que “não há confirmação segura de que o envolvido tenha efetivamente realizado convite para que ingressassem no veículo, tampouco de que tenha praticado qualquer ato de abordagem com finalidade sexual, libidinosa, de aliciamento ou de outra natureza criminosa”. O despacho também destacou que o depoimento do vigilante do Centro Olímpico contribuiu para a conclusão de que não houve comportamento penalmente relevante por parte do ex-governador.
Redação: PBAQUI
