O gestor afirmou que a Prefeitura já notificou as empresas responsáveis pelo serviço e admitiu a possibilidade de rompimento contratual.
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), reconheceu na tarde desta quarta-feira (6) a crise na coleta de lixo da capital, problema que se arrasta há pelo menos três meses. O gestor afirmou que a Prefeitura já notificou as empresas responsáveis pelo serviço e admitiu a possibilidade de rompimento contratual.
Leo assumiu a Prefeitura no mês passado, após a saída de Cícero Lucena (MDB), que deixou o cargo para disputar o Governo da Paraíba. Atualmente, a coleta de resíduos na capital é realizada pelas empresas Inovar Ambiental e Techsol.
Segundo o prefeito, uma das primeiras medidas adotadas foi reunir representantes das empresas para cobrar providências diante da redução da frota e das dificuldades operacionais enfrentadas pelo serviço.
“Uma das primeiras medidas que tomei foi chamar as empresas para conversar. Coloquei as empresas dentro do meu gabinete e elas se comprometeram comigo. Disseram que estavam enfrentando um problema judicial envolvendo equipamentos que foram retirados e que estavam providenciando novos veículos. Eu acreditei”, afirmou em entrevista à 98 FM.
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O prefeito relatou que, mesmo após as promessas, os problemas continuaram. “O problema foi se perdurando. Mais uma vez comuniquei e cobrei ao secretário Ricardo que tomasse as medidas cabíveis. Nós reunimos o sindicato e as duas empresas porque a situação precisava de uma resposta”, declarou.
Leo também destacou preocupação com os trabalhadores da limpeza urbana e afirmou que a crise não afeta apenas a gestão, mas principalmente os profissionais da coleta. “Mais preocupado do que com as empresas, eu estou preocupado com o cidadão que está lá trabalhando, coletando lixo. Por conta da diminuição dos equipamentos, essa categoria está sendo muito criticada injustamente”, disse.
Ao comentar as medidas adotadas pela gestão, o prefeito confirmou que as empresas já foram notificadas e que a Prefeitura avalia medidas mais duras. “São cerca de 600 funcionários envolvidos nesse problema. A empresa já foi notificada para um possível cancelamento de contrato. Não dá mais. Eu já disse isso à empresa e também ao secretário Ricardo”, afirmou.
Redação: PBAQUI
Com Maurilio Junior