Importante avenida ‘destruída’ expõe abandono urbano em Cajazeiras

A chamada Estrada do Amor, uma das principais ligações entre a zona norte e o centro da cidade, simboliza hoje o cenário de abandono urbano que cresce diante dos olhos da população.

Cajazeiras vive uma contradição cada vez mais visível nas ruas. Enquanto o discurso oficial fala em desenvolvimento e organização administrativa, a realidade enfrentada diariamente pela população mostra avenidas deterioradas, bairros periféricos esquecidos e serviços básicos funcionando de forma precária.

A chamada Estrada do Amor, uma das principais ligações entre a zona norte e o centro da cidade, simboliza hoje o cenário de abandono urbano que cresce diante dos olhos da população. Buracos, lixo acumulado, falta de sinalização e iluminação deficiente transformaram uma importante via de mobilidade em um retrato do descaso administrativo.

A pista de caminhada está destruída, estacionamento deixou de existir e as reclamações de estudantes, moradores, comerciantes e populares se espalham com registros fotográficos nas redes sociais.

O problema não se limita a um ponto específico. A situação se repete em avenidas importantes como João de Sousa Maciel e Francisco Arcanjo de Albuquerque, espaço tradicional de eventos populares e circulação intensa de pessoas.

O mais preocupante é que a atual gestão municipal já se aproxima de um ano e meio de administração. Tempo suficiente para que a cidade começasse a apresentar ao menos um programa consistente de recuperação da malha urbana. No entanto, o que se vê é a ausência de ações permanentes de pavimentação, operação tapa-buracos limitada e uma iluminação pública que falha justamente onde a população mais necessita de segurança.

Nos bairros periféricos, a sensação de abandono é ainda mais evidente. Ruas esburacadas, podações mal executadas, lixo acumulado e infraestrutura precária revelam uma desigualdade histórica que parece continuar ignorada pelo poder público. Em muitos locais, moradores convivem diariamente com dificuldades básicas de mobilidade, insegurança e falta de manutenção urbana mínima.

A cidade não precisa de maquiagem administrativa nem de propaganda excessiva. Precisa de planejamento, presença efetiva da gestão e prioridade nos serviços essenciais. Pavimentar ruas, recuperar avenidas, limpar espaços públicos, melhorar a iluminação e garantir sinalização adequada não são favores políticos. São obrigações de qualquer administração municipal.

Na verdade, as poucas obras e ações da gestão da prefeita Corrinha Delfino estão resumidas ao pacote deixado pelo ex-prefeito Zé Aldemir.

Dura realidade…

Redação: PBAQUI

Com Gilberto Lira

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