Além do delegado, outros mandados de prisão e busca foram cumpridos em várias localidades do estado.
O delegado Braz Morroni da Polícia Civil está entre um dos presos da Operação Perfidus, deflagrada na manhã desta terça-feira (20) pela PCPB e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Ação investiga uma organização criminosa pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção e outros crimes correlatos.
O delegado é conhecido pela atuação no Grupo de Operações Especiais (GOE) e por investigações de grande repercussão no estado.
Nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes localidades da Paraíba.
A Justiça também determinou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões, visando interromper o fluxo financeiro das atividades ilícitas.
As investigações apontam que a organização criminosa contava com a participação de agentes públicos. Foi identificada a retirada clandestina de entorpecentes armazenados em unidade policial, oriundos de apreensões regularmente registradas.
Além disso, informações sigilosas sobre operações policiais eram repassadas a integrantes do tráfico de drogas, o que permitia a frustração de ações repressivas, a evasão de suspeitos e a continuidade das atividades criminosas.
Sobre a Operação Perfidus
O nome da operação faz referência à palavra latina “Perfidus”, que significa “traidor” ou “desleal”, em alusão à conduta atribuída aos investigados que, segundo as apurações, teriam utilizado estruturas e prerrogativas estatais para favorecer atividades criminosas.
Redação: PBAQUI
