O veto se somou à pressão da cúpula nacional por um nome petista na chapa, sob a ameaça de reavaliação da aliança.
Consenso interno na campanha do governador Lucas Ribeiro (PP) até o começo da noite dessa segunda-feira (10), o nome da tenente-coronel Viviane Vieira (PSB) foi vetado pela presidente estadual do PT, Cida Ramos. A dirigente argumentou resistências petistas ao perfil da militar. O veto se somou à pressão da cúpula nacional por um nome petista na chapa, sob a ameaça de reavaliação da aliança.
Entre os argumentos de Cida, a tese de que seria difícil convencer a militância do PT e da esquerda a se engajar no apoio à chapa tendo uma vice militar, carreira cuja maioria dos seus componentes se identifica com o bolsonarismo.
Em entrevista recente na rádio Arapuan FM, Viviane Vieira, pré-candidata à Assembleia, excluiu a possiblidade de voto em Flávio Bolsonaro (PL). “Não sou bolsonarista”, disse, sem cravar, naquele momento o apoio à reeleição de Lula (PT), e justificando que chegaria a hora de declarar seu voto.
Queda de braço nacional
Diante do veto, a articulação política do governador ponderou sobre os riscos de bancar a escolha que havia sido feita. Principalmente, por considerar os movimentos do senador Veneziano Vital (MDB), em Brasília, junto à cúpula nacional do PT para tentar reverter a aliança petista na Paraíba.
Lucas e seu entorno agora prospectam um nome que consiga atender alguns critérios conceituais, sem melindrar com as demandas políticas e exigências do PT.
Redação: PBAQUI
