Operação mira grupo que movimentou R$ 100 milhões com tráfico interestadual de drogas e cumpre mandado em Cabedelo

Grupo investigado teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2025 e 2026.

Uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 100 milhões com o tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro cumpriu medidas judiciais nesta terça-feira (1º) em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

A ação faz parte da Operação Vicinitas, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE). Ao todo, foram expedidos 23 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão, além de medidas para sequestrar bens e bloquear ativos financeiros dos investigados.

As ordens judiciais foram cumpridas em Sergipe, Bahia, Paraíba e Pernambuco. Na Paraíba, a ação ocorreu em Cabedelo.

Grupo movimentou mais de R$ 100 milhões

De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2025 e 2026.

A apuração aponta ainda que os integrantes teriam utilizado mecanismos para ocultar ou disfarçar recursos obtidos com atividades ilícitas. Entre as práticas identificadas estão o uso de contas bancárias de terceiros e depósitos fracionados.

Os investigadores também encontraram indícios de patrimônio considerado incompatível com a renda declarada por um dos alvos.

Investigação

As investigações começaram em julho de 2025, depois que três pessoas foram presas em flagrante transportando aproximadamente 110kg de maconha no município de Frei Paulo, em Sergipe.

A partir da prisão, as equipes aprofundaram as diligências e chegaram a indícios de uma estrutura maior ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

Segundo a FICCO/SE, as apurações continuam com o objetivo de esclarecer a atuação dos investigados e identificar a origem e a destinação dos recursos movimentados pelo grupo.

A FICCO/SE é formada por órgãos das polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil, Militar e Penal, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Redação: PBAQUI

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