O julgamento está em andamento.
Durante julgamento no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), na manhã desta segunda-feira (27), o procurador regional eleitoral Marcos Queiroga afirmou que não há provas suficientes que liguem diretamente o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) e o prefeito Leo Bezerra (PSB) às irregularidades investigadas na Operação Território Livre durante as eleições de 2024. O julgamento está em andamento.
Na sustentação oral, o procurador destacou a gravidade dos fatos, mas fez distinção entre indícios e comprovação. Ele afirmou que “os fatos são graves, com aparato do crime organizado na Prefeitura de João Pessoa”, mas ressaltou que “uma coisa é indício” e que não há “comprovação em relação às provas no tocante à campanha do prefeito e do vice-prefeito”.
Segundo ele, diferentemente de outros casos, como em Cabedelo, não foram identificados elementos que indiquem participação direta dos investigados. “Lá havia áudios e evidências de participação. Aqui, não há prova da participação direta de Cícero”, afirmou.
O procurador também mencionou a existência de nomeações de pessoas ligadas ao tráfico na gestão municipal, mas destacou que não há vínculo comprovado com a campanha eleitoral. “Não há dúvidas de nomeações de pessoas do tráfico de drogas na prefeitura, mas sem ligação com a candidatura de Cícero”, disse.
Redação: PBAQUI
Com Maurilio Junior