Segundo Aluízio Lopes, só a prematuridade já é fator de risco de morte se não atendida com urgência.
O recém-nascido que morreu depois de ser abandonado entre muros de casas em Caaporã, havia nascido prematuro. Foi o que afirmou, nesta quarta-feira (20), o diretor geral do Hospital Edson Ramalho, Aluizio Lopes, para onde o bebê foi socorrido depois de ser regatado na tarde de ontem.
Segundo Aluízio Lopes, só a prematuridade já é fator de risco de morte se não atendida com urgência.
“Ele tinha 1,550 kg e 35 cm e uma média estimada de 30 semanas. Esse é um paciente prematuro. Por si só, a prematuridade sem assistência já é um risco eminente de morte porque, nessa idade gestacional o pulmão ainda não maturou e não consegue fazer sozinho ainda as suas funções”, disse em entrevista a Rádio Arapuan Fm, de João Pessoa.
Aliado a isso, o médico explicou outras condições que colaboraram para que o paciente chegasse em estado gravíssimo ao hospital.
Primeiro ele demorou para ser encontrado em lugar difícil e socorrido. O parto ocorreu por volta das 5h da manhã e só foi encontrado por volta do meio dia.
Outra condição, segundo o médico, foi o fato dele permanecer com o cordão umbilical e a placenta colaborando para a perda de sangue provocando anemia severa.
“A placenta puxa o sangue que está no bebê. Ele chegou com anemia muito grave porque ele passou muito tempo com a placenta. Além da anemia tinha hiportermia e já estava com reflexos não responsíveis”, explicou.
Liberação do corpo
Como foi um provável infanticídio e o caso de um paciente com politraumatismo, o médico disse que o corpo de bebê deverá se enviado para o Instituto de Medicina Legal (IML). Antes será preciso registsar um Boletim de Ocorrência da Delegacia de Policia Civil de Caaporã para investigar o caso.
Redação: PBAQUI
Com MaisPB
