Diante do aumento da tensão, a Polícia Militar foi acionada para conter a confusão.
A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Bayeux, realizada nesta segunda-feira (07), feriado da Independência do Brasil, terminou em meio a discussões entre vereadores, protestos e momentos de tumulto dentro e nas proximidades do plenário. Diante do aumento da tensão, a Polícia Militar foi acionada para conter a confusão.
A reunião foi convocada pela presidente da Câmara, Jays de Nita, para a apreciação de cinco projetos encaminhados pela prefeita Tacyana Leitão. As matérias tratavam da abertura de créditos adicionais especiais no orçamento municipal.
Durante a sessão, vereadores trocaram acusações e protagonizaram momentos de exaltação. Em determinado momento, a presidência da Casa interrompeu o microfone do vereador Nildo, situação que contribuiu para elevar ainda mais a tensão no plenário.
A confusão também envolveu as vereadoras França e Eloah, que precisaram receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) após o episódio.
Em determinado momento a presidente da Casa pediu que fosse registrado em ata que dentro da Câmara foi usado spray de pimenta, segundo ela, no intuito de que a sessão fosse encerrada.
Além dos projetos enviados pelo Executivo, a situação da vereadora Rosiene Sarinho provocou novas manifestações durante a sessão.
A parlamentar conseguiu na Justiça autorização para retornar ao cargo, mas esteve na Câmara durante a reunião sem reassumir a cadeira. Enquanto manifestantes cobravam o cumprimento da decisão e o retorno de Rosiene ao mandato, o suplente Gabriel Silva permaneceu ocupando a vaga.
O vereador Nildo também questionou a permanência de Gabriel Silva no cargo e se posicionou sobre a situação da cadeira ocupada pelo suplente.
A presidência da Câmara, por sua vez, afirmou que não havia recebido oficialmente o ofício comunicando a reintegração de Rosiene Sarinho ao mandato.
Os cinco projetos que motivaram a convocação da sessão também foram alvo de críticas por parte dos vereadores de oposição.
Segundo os parlamentares, as matérias encaminhadas pela Prefeitura teriam chegado à Câmara na quinta-feira, sem que, na avaliação deles, todos os procedimentos previstos no regimento interno tivessem sido cumpridos antes da votação.
Os oposicionistas questionaram, portanto, a tramitação dos projetos e defenderam que as matérias deveriam observar as etapas regimentais antes de serem submetidas à apreciação do plenário.
A sessão, que deveria ser dedicada à análise das propostas orçamentárias encaminhadas pelo Executivo, acabou marcada por confrontos políticos, protestos, atendimento médico e intervenção da Polícia Militar, ampliando a tensão que envolve a Câmara Municipal de Bayeux.
Redação: PBAQUI